As imagens de ambientes lúgubres e deteriorados, assim como de objetos deixados para trás não se sabe por quem, apresentam ruídos e falhas que tornam visível a ação discreta e incessante do tempo sobre todas as coisas, invariavelmente.

Papéis espalhados pelo chão,uma fotografia fixada na parede, almofadas e cobertores cobertos de pó, que em outro tempo formaram um leito. Panelas que esquentaram refeições acompanhadas por garrafas de bebidas, agora vazias. Corredores livres para a passagem de ar e portas abertas aparentemente para ninguém, configuram um grande vazio.

Ninguém vive ou existe imune à ação do tempo. E nada desaparece por completo. O que exatamente permanece em cada lugar e em cada coisa depois que as pessoas se vão? Como podem as coisas guardarem tantas memórias de tantas vidas?

 

Como é... não estar mais aqui?